Após ter um minicurso de harmonização de cerveja com queijos, ministrado pelo Ronaldo Morado, o único autor brasileiro de um livro da coleção Larousse (óbvio: o dele é o sobre Cerveja!), eu estava certo de que meu destino para as férias no final de 2012 seria um tour pelos lendários mosteiros trapistas.Aí vai um pouco de história desses mosteiros para vocês entenderem o motivo pelo qual eu me decepcionei um pouco ao chegar e não ver nenhum monge bêbado e barrigudo: A arte da produção cervejeira foi durante anos um dom preservado justamente pela igreja. Com o passar do tempo após a Idade Média, a bebida começou a se popularizar e claro começou a ser comercializada em grandes quantidades e os costumes dentro da igreja foram concentrados em abadias e mosteiros interioranos.
Estas ordens de monges seguiam e seguem até hoje como os trapistas algumas regras além da castidade, como o voto de pobreza, do silêncio e …. do jejum! É isso mesmo que você está imaginando, se eles ficam de jejum o que eles fazem para se alimentar e se manter vivos? BEBEM CERVEJA! Até mesmo porque a cerveja era considerada até 3 séculos atrás um alimento e não uma bebida alcoólica.
O segundo erro foi justamente achar que encontraria algum monge! Apesar de eles terem seus afazeres na igreja além de rezar e fazer cerveja, poucos são vistos nas lojinhas e restaurantes da marca da cerveja que produzem. Isso porque eles fazem voto de silêncio e quase nunca saem das áreas isoladas do mosteiro. Mas podem ter certeza que vocês jamais se arrependerão de irem a um destes locais seculares. As paisagens são magníficas e como em toda igreja o silêncio deve ser contemplado ao degustar uma boa cerveja trapista em sua origem.
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