Dicas, Dicas Práticas, Diversos

Slow travel, um movimento que pode transformar seu jeito de viajar

01 out 2021
[ 0 ]

Slow Travel – como o próprio nome diz – estimula uma viagem mais lenta, mas não é só isso que o movimento defende. No post de hoje, além de te apresentar, vou mostrar os benefícios de reduzir a velocidade. Bora lá?

Como surgiu

O Slow Travel foi inspirado no Slow Food , um movimento criado na década de 80 para fazer oposição ao Fast Food quando uma loja do Mc Donald’s seria aberta em Roma, na Itália. Na época as pessoas defendiam a tradicional comida caseira e queriam que as pessoas dessem valor à elas e esse pensamento foi levado para os quatro cantos do mundo. 

slow-travel-tips
Que tal pegar uma cerveja, sentar num banco de praça e simplesmente curtir?

O que é Slow Travel

O objetivo do slow travel é simples: ele quer te inspirar a realmente desacelerar enquanto viaja, e que você se sinta presente na viagem. Ele sugere que você deixe para trás o pensamento de que deve conhecer o máximo de lugares no menor tempo possível. 

Quase todo mundo (e eu me incluo nessa) já fez uma excursão que parou apenas duas horas em uma cidade incrível, ou fez um roteiro com objetivo de conhecer 5 países em 15 dias. E aquela célebre frase “deixa pra descansar quando chegar em casa“? Eu sei que se não foi você quem a disse, com certeza já ouviu de alguém.

Você também se cansou só de ler o parágrafo acima? Eu também! Portanto, para que se obrigar a viver esse batidão durante as férias? Esse deveria ser um momento de descanso e que deveria ser usado para repor as energias físicas e mentais, e não ao contrário, sabe?

É por exemplos como esses que o Slow Travel pede que você repense o hábito de apenas dar check nas infinitas listas de cidades e atrações só porque alguém disse que você TEM QUE IR em tal lugar. 

Então como viajar?

Ou seja, o movimento sugere que você foque suas energias em atividades que te dão prazer e que conheça as atrações com tempo, sem correria ou pressa porque dali já vai para outro lugar. A ideia é que você realmente tire um tempo para si mesmo e tente se aprofundar e viver a cultura local. Vilarejos e turismo rural são ótimos lugares de exemplo! 

Mas isso não quer dizer que você não vai mais aos grandes centros ou que vai à Paris e não vai ver a Torre Eiffel por ser um local movimentado. Muito pelo contrário: a ideia é VIVER experiências ao invés de VER mil lugares só porque está numa lista de “To do“. 

slow-travel
Slow Travel

Então sabe aquele roteiro enorme que você segue à risca? Torne ele seu aliado e não um inimigo que te castiga. Eu mesma já fui escrava do roteiro, até que senti a necessidade de uma viagem mais pausada, algo que chamo de “Primeiro vive, depois posta”.

E é por isso que há alguns anos o mantra das minhas viagens é o seguinte: situações inesperadas podem render experiências extraordinárias!

Portanto esteja com a mente e o coração abertos. Tanto que, particularmente falando, eu acredito que o movimento Slow Travel deve ganhar ainda mais adeptos no pós-pandemia, pois nós também mudamos nesses quase dois anos. 


Mas como começar?

Menos é mais: evite colocar muitos países, muitas cidades ou muitas escalas no seu roteiro.

Escolha uma programação que faça sentido para você e não para o feed das Redes Sociais! Agrade a si e não aos outros.

– Evite programar muitas atividades em um único dia. Intercale as atrações com uma parada estratégica para descansar, sentar numa praça e ver o tempo passar.

Desconecte do celular e tente apenas relaxar e curtir o momento no presente. Lembre do Dolce far niente dos italianos e aproveite!

Programe atividades com moradores locais, como aulas de artes ou gastronomia.

Ao invés de visitar várias cidades em um dia, escolha apenas uma e, se possível, passe a noite por lá.



Impacto no meio ambiente

Além de se tornar uma viagem menos corrida e estressante, ao aderir ao Slow Travel você estará ajudando a reduzir os impactos ambientais. Vou te dar um exemplo simplório, mas que vai funcionar: Ao optar por conhecer menos cidades ou países, você deixa de usar transporte que o levaria a esses locais. Por sua vez, não usará combustível e nem vai emitir gases tóxicos e, então, mesmo que seja “só a sua parte”, já vai ajudar o planeta.

Agora imagina no impacto de UM MONTE DE GENTE fazendo a mesma coisa? Seria ótimo, não é mesmo? 

cingapura-dicas
Buddha Tooth Relic, Cingapura

Inspiração

Quem é seguidor antigo já sabe (@viajandoaprendi), mas não custa relembrar: eu costumo dizer que não há um jeito certo de viajar. Seja de mochila, mala de mão ou muitas malas… Então, saiba que esse post foi escrito com muito carinho, mas com o único objetivo de servir de inspiração e não como regra.

Apesar de viajar mais lentamente já há algum tempo, não me considero uma Slow Traveller. Acho que o mais interessante é desenvolver seu próprio estilo de viajar e encontrar uma equação que seja boa para o planeta, mas que também te faça feliz! 

Vai experimentando! Mas enquanto isso me conte: como é seu estilo de viagem?

Deixe seu comentário